quarta-feira, 19 de julho de 2017

Roger Federer e uma história de recordes no Tênis



Recentemente, no último dia 16, Roger Federer conquistou o torneio de Wimbledon e chamou a atenção para os números e recordes impressionantes citados nas transmissões e nos portais esportivos. O tenista, já com 35 anos, marca o nome na história do tênis e se coloca talvez como o maior da história, tanto no talento e habilidade quanto nos números. E é dos números que trataremos abaixo. Confira onde Federer está na história do esporte com o que construiu em quadra:

As oito taças de Wimbledon - Foto: Twitter Wimbledon/Divulgação

Como citado, Roger Federer venceu Wimbledon dia 16 e assim conquistou pela oitava vez o torneio na grama inglesa. Ele que venceu cinco vezes seguidas o torneio, entre 2003 e 2007, e havia vencido pela última vez em 2012, quebrando o jejum e se tornando o maior vencedor, superando Pete Sampras. O destaque para a conquista de 2017 é o fato de o suíço ter vencido todos os sets que disputou, conseguindo a façanha que não acontecia desde 1976, quando Bjorn Borg conquistou Wimbledon dessa maneira. Ele ainda é o tenista mais velho a vencer na grama inglesa, com 35 anos e 342 dias de idade.

O tenista suíço é o maior vencedor de torneios Grand Slam, que são os torneios mais tradicionais do esporte: Wimbledon, Aberto da Austrália, Estados Unidos e Roland Garros. Foram 19 títulos, 5 da Austrália, um de Roland Garros, 8 de Wimbledon e 5 nos Estados Unidos. Dois contemporâneos de Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, estão mais próximos na lista, com 15 e 12 títulos respectivamente. 

Falando ainda em Grand Slams, além de ser o maior vencedor, o tenista também é o maior finalista, com 29 finais disputadas. Foram 321 vitórias e 51 derrotas nos Grand Slams. Um aproveitamento de mais de 86%, que só não supera Bjorn Borg, que teve 89%, mas com menos partidas. O único feito não conseguido por Federer foi ganhar todos os Grand Slams em um ano, fato até hoje não conseguido na era aberta do tênis. Ele bateu na trave três vezes, em 2006, 2007 e 2009. Entre 2005 e 2007, Federer foi para dez finais seguidas de Grand Slams.

Somando todos os títulos dos torneios de simples do tênis, Roger Federer está em terceiro lugar no número de conquitas, com 93. Atrás apenas de Jimmy Connors com 109 e Ivan Lendi com 94. O suíço é também o terceiro em número de finais de torneios, com 141, menos também que Connors e Lendi, com 164 e 146 finais respectivamente. Rafael Nadal é o maior vencedor do saibro, com 54 títulos. Federer foi quem mais venceu nas quadras rápidas, 63 vezes, e John McEnroe foi o maior vencedor da grama com 43 taças.

Campeão do US Open de 2005

Federer venceu sete dos nove torneios masters 1000 existentes, perdendo para Novak Djokovic, que já levou oito dos torneios. Djokovic que conseguiu levar seis dos nove torneios em 2015, outro recorde. Em 2006, Federer venceu 12 torneios que disputou, e nos dois anos anteriores venceu 11. É o único tenista a vencer mais de 10 torneios em um ano por três anos. Quem mais levou torneios em um ano é o argentino Guillermo Vilas, com 16 taças conquistadas em 1977. Vilas tem o recorde de 130 vitórias e 14 derrotas nesse ano, enquanto Federer é o sétimo no número de vitórias, com 92 e cinco derrotas em 2006. 

Em 1977, Vilas conseguiu ficar 46 jogos invicto e até hoje mantém o recorde. Ivan Lendi, Bjorn Borg, Novak Djokovic com 43 vitórias, John McEnroe e Roger Federer, com 41 vitórias seguidas entre 2006 e 2007, tentaram mas não conseguiram superar o argentino. 

Na quadra rápida, Federer detém o recorde de vitórias consecutivas, com 56, entre 2005 e 2006. Ele ainda tem o segundo lugar na lista, com 36 vitórias seguidas entre 2006 e 2007. O tenista suíço ainda detém o recorde de vitórias seguidas na grama, com 65 jogos seguidos invicto entre 2003 e 2008, período onde venceu Wimbledon cinco vezes. Contra jogadores do top 10 do ranking da ATP, Federer já chegou a ficar 26 jogos sem perder, entre 2003 e 2005. 

Falando de finais, o suíço já venceu 24 decisões seguidas, entre 2003 e 2005, além de ter disputado, entre 2005 e 2006, 17 finais consecutivas. Ivan Lendi, entre 81 e 82, esteve em 18 finais seguidas e é o único a superar Federer. 

Outro índice importante a se considerar para o tenista é o ranking da ATP. Federer esteve na liderança por 302 semanas, sendo 237 de maneira consecutiva, o maior nos dois quesitos. Em 2004, o suíço estava tão a frente no ranking que em setembro já havia garantido em pontos a liderança do ranking até o fim da temporada. 

Confira um documentário falando da trajetória desse que é dos grandes nomes da história do esporte. Talvez ainda esse ano ou ano que vem saia também o documentário Watching Federer, que estava em fase final de produção e deverá contar de maneira mais completa a carreira do suíço.






segunda-feira, 17 de julho de 2017

Coluna: A famosa dança dos técnicos


No meio do ano temos duas certezas no futebol: o pessoal do empolgou e o alto número de demissões de técnicos dos times da Série A.
Neste ano tivemos mudança de treinador em quatro dos cinco times paulistas, três mudanças entre dois times paranaenses e surpreendentemente apenas uma troca entre os quatro cariocas. Casos de demissões muito mal explicadas, como Eduardo Batista, demitido de dois clubes, com pouquíssimo tempo de trabalho; Vagner Mancini, demitido após a reconstrução da Chapecoense; Dorival Jr, demitido por um vestiário cheio de egos. Este que levou o limitado elenco do Santos ao vice-campeonato brasileiro do ano passado e nesse ano treinou o  único brasileiro invicto na Libertadores, mas por pressões bestas foi demitido e imediatamente contratado pelo rival São Paulo.

Muito se foi discutido sobre o que faz tantos técnicos serem demitidos no futebol brasileiro, mas pouco se dá por explicação. Vestiários cheios de jogadores com cabeça de estrela podem ser uma das explicações, mas acima de tudo vejo na imprensa um grande mal para o trabalho dos técnicos do Brasil.  Zé Ricardo, por exemplo, levou o Flamengo à maior campanha do rubro-negro na era dos pontos corridos, mas seu trabalho é constantemente criticado pela imprensa, algo totalmente injustificável. Manter nomes como o de William Arão eram motivos para a demissão do treinador.

Wenger nunca teria tanto tempo no Brasil

O que mais chama a atenção é que no Brasil um treinador não tem má fase, qualquer deslize é passível de ameaça ao cargo. Trazer ídolos para treinar o time tem se mostrado uma tética falha, pois mesmo que o personagem seja uma das maiores figuras da história do clube, ele ainda é o técnico "burro", que mancham seu legado.

Hoje o futebol se torna cada vez mais estratégico do que de talentos, um treinador possui dois tipos de influência, campo e vestiário. Mas a questão que fica é: qual é o papel de um treinador em um elenco limitado, com jogadores sem vontade?

Deixo para vocês, leitores, qual é o papel de um técnico na formação de um time? Qual é a porcentagem da influência de um treinador no jeito que um time joga?

domingo, 16 de julho de 2017

Hamilton vence de ponta a ponta, iguala Jim Clark e encosta em Vettel pelo campeonato



Lewis Hamilton dominou a corrida em Silverstone e fez a alegria dos compatriotas. Sem dificuldades, o inglês venceu de ponta a ponta e encostou em Vettel, com problemas no pneu, na briga pelo campeonato. Bottas ficou em segundo e também chegou de vez na briga, enquanto Raikkonen, mesmo com um pneu estourado, chegou em terceiro.


Imagem: F1/Divulgação


Depois de uma classificação com chuva em Silverstone e imprevisibilidade no desempenho dos carros, a corrida começou com pista seca e Lewis Hamilton saindo da ponta, seguido por Kimi Raikkonen, Sebastian Vettel, Max Verstappen, Nico Hulkenberg, Sergio Perez, Esteban Ocon, Valtteri Bottas, Stoffel Vandoorne e Romain Grosjean. 



Antes da largada, Jolyon Palmer teve problemas e saiu da pista na volta de apresentação. Pelos problemas de Palmer, mais uma volta de apresentação dos pilotos. Na largada, Hamilton manteve a ponta e Verstappen atacou as Ferrari, passando Raikkonen e indo pra cima de Vettel. Bottas, que largou em nono, pulou para o sétimo lugar. Ocon vinha por todos os lados tentando passar Hulkenberg pela quinta posição. Sainz, brigando por posição  com o companheiro de time Kvyat, bateu nele e abandonou a prova.

Com a batida entre os dois, Safety Car na pista. Na quinta volta, o Safety Car deixou a pista e relargada. Na relargada, Ricciardo tentou passar o pelotão dos pilotos do fundo do grid, mas acabou escapando e caiu para o último lugar. Tentando se recuperar, Bottas passou Ocon pelo sexto lugar. Sem problemas, o finlandês passou Hulkenberg. Na volta 8, Vettel se aproximou de Verstappen pelo terceiro lugar. Stroll, que vinha em décimo segundo, tinha Alonso e Ricciardo famintos atrás e querendo passar o canadense. 

Ricciardo passou Alonso e vinha se aproximando de Stroll, enquanto o outro piloto da Red Bull, Verstappen, era pressionado por Vettel. Ricciardo passou o canadense e seguiu caminho. Vettel foi na raça passar Verstappen, passando por fora, mas teve a porta fechada pelo holandês, que mesmo por fora da pista se recuperou e espalhou para não deixar o adversário passar. Com a briga, Bottas chegou nos dois e na briga. 

Vettel tentou novamente passar Verstappen, mas viu ele frear bem e segurar na curva para não deixar o piloto da Ferrari passar. E, desistindo da briga, Vettel foi para os boxes e colocou pneus macios. Na volta seguinte, Verstappen parou, colocando também pneus macios e voltando atrás do alemão em parada mais lenta. Não querendo perder tempo, Vettel passou Hulkenberg pelo quarto lugar. Diferenças grandes de tempo entre os primeiros do grid, com Hamilton tendo nove segundos de vantagem para Raikkonen, que tinha 11 para Bottas e o finlandês dezesseis segundos para Vettel.

Na volta 25, Raikkonen parou e voltou no terceiro lugar, a frente de Vettel. Hamilton foi na volta seguinte aos boxes e também colocou pneus macios, voltando lado a lado com Bottas na saída, mas segurando a ponta. Com problemas de suspensão, Kvyat foi para os boxes para a correção do problema na volta 29. Na volta 32, enfim, Bottas foi para os boxes, colocando compostos supermacios e voltando em quarto. 

Ricciardo parou na volta seguinte e caiu para o décimo posto. Com problemas no motor, Alonso levou o carro aos boxes e abandonou. Ricciardo, reescalando o grid, passou Perez e já foi pra cima de Ocon. O australiano não perdeu tempo e passou Ocon, para na volta seguinte deixar Magnussen para trás. Massa, mais rápido que as Force India, se aproximava dos carros rosa para buscar as posições. Bottas vinha tirando um bom tempo de diferença para Vettel, ficando dois segundos atrás do alemão. Bottas foi pra cima de Vettel, colocou de lado mas Vettel segurou e freou como podia para segurar. Na segunda tentativa, Bottas colocou de lado na reta e passou Vettel para assumir o terceiro posto. 

Restando cinco voltas para o final, Bottas vinha bem mais rápido que Raikkonen, mas estava cinco segundos atrás do compatriota. Raikkonen furou o pneu dianteiro esquerdo e perdeu a posição para Bottas, indo aos boxes. Raikkonen perdeu posição também para Vettel e Verstappen também precisou parar, caindo para o quinto lugar. Vettel furou também o pneu, impressionante, e se arrastou para os boxes para trocar o pneu. E vence Lewis Hamilton, quarta vitória seguida e quinta vitória do inglês em Silvesrtone, igualando Jim Clark nas vitórias seguidas e no número total de triunfos, junto com Alain Prost. Em segundo, após a confusão dos pneus, ficou Bottas. Terceiro Raikkonen, quarto Verstappen, quinto Ricciardo, sexto Hulkenberg, sétimo Vettel, oitavo Ocon, nono Perez e décimo Massa. 


Com os problemas de Vettel, o campeonato pega fogo. Ele lidera com 177 pontos, seguido por Hamilton com 176 e Bottas com 154.

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Coluna: O Corinthians de Carille é como comer no bandejão



No começo do ano o Corinthians foi chamado de quarta força de São Paulo. As expectativas não eram tão surreais assim, pois o Palmeiras havia contratado aproximadamente 500 jogadores, o Santos era o atual vice campeão do Brasil e o São Paulo tinha novas ideias, que até então não eram tão irônicas.

Mestre e aprendiz

O Corinthians pouco se estruturou, contratou pouco e teve em Jô e Jadson seus principais reforços. A decisão de não trazer nenhum técnico medalhão também era vista com desconfiança. O começo do Paulista trazia uma derrota que deixou muitos preocupados. Perder para a Ferroviária era um susto e garanto que nenhum corintiano afirmaria que aquela seria a última derrota do time até o meio do ano.
O time foi se estruturando, Jô brilhava e decidia, Rodriguinho mostrava que tinha uma bola até então escondida e Jadson assumiu seu papel no time.

Você se pergunta o que tem em comum o futebol do alvinegro com comer no bandejão. Eu explico:
comer no bandejão é um evento tipicamente de quem está com a grana curta. Jogar fechado é algo que está fortemente ligado a um elenco curto e que não pode se dar ao luxo de ousar demais. Mas definir o time como frágil é muito simples e rasteiro. Atuações como a do último fim de semana, contra a Ponte Preta, mostram que esse time tem muitos pontos altos.

O bandejão sempre está lá e sempre vale a pena frequentar, porque é algo garantido e às vezes tem uma sobremesa gostosa ou uma mistura diferente. Para mim não há como definir o Corinthians de outra forma que não assim. O futebol está longe de ser gourmet, mas é eficiente e enche a barriga. Gastar muito para um almoço que não sustenta é muito triste, bem como pagar por um Borja e ele ser menos decisivo que William Bigode ¯\_(ツ)_/¯.

Carille é o único técnico dos quatro grandes paulistas que ainda permanece no cargo desde o início da temporada
A defesa é quase uma sucessão de níveis, pois o meio marca bem, se algum time conseguir passar dos volantes ainda estão lá presentes os defensores, com destaque para Fagner, um lateral que gosto bastante, não pra seleção, mas para o Brasileirão é de bom tamanho.
Voltando para as analogias, Jô está sempre lá, como a mistura da refeição do bandejão, que pode não ser deliciosa, mas na hora da fome resolve. Vem resolvendo tão bem que já é um dos artilheiros do campeonato.

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