domingo, 26 de março de 2017

F1 2017 - GP da Austrália





Após uma classificação sem tantas emoções, eram grandes as expectativas para a corrida na Austrália. Antes da prova, Daniel Ricciardo e Lance Stroll foram punidos com perda de cinco posições no grid por troca do câmbio do carro. Os problemas persistiram e Ricciardo largou dos boxes. Em relação aos pneus, Giovinazzi, Magnussen e Palmer foram de macios, enquanto Ericsson e Stroll foram de supermacios. Todo o resto do grid começou de pneus ultramacios.

Na primeira tentativa de largada, pilotos fora de posição e outra volta de formação antes da largada. Na largada, Hamilton pulou bem e fiou na ponta. Vettel manteve o segundo lugar e Bottas o terceiro. No fundão, Ericsson e Magnussen bateram e foram para a brita na primeria curva. Vettel vinha no ritmo de Hamilton e já procurando a ultrapassagem.

Com muitos problemas, Ricciardo largou apenas na segunda volta saindo dos boxes. Magnussen parou nos boxes para reparos no carro e colocou pneus supermacios. Top 5 com Hamilton, Vettel, Bottas, Raikonen e Verstappen.Vettel já perdeu mais o contato e ficou a mais de um segundo do líder Hamilton, que era o mais rápido na pista. Poucas ultrapassagens até o momento, carros dependem da pressão aerodinâmica e quando se aproximam perdem ela, principalmente nas retas. Em uma prova com poucas emoções, na briga pela décima sétima posição Stroll passou Ericsson.

Mclaren já enfrentando problemas com Vandoorne, que aproveitou para colocar compostos macios. Stroll colado em Giovinazzi pela décima quarta posição. Esfumaçando o motor, Grosjean foi para os boxes para abandonar. Mesmo com um motor que vem dando vários problemas, Alonso vinha trazendo a Mclaren em décimo lugar.

Volta 17 e Vettel novamente conseguiu diminuir a diferença para Hamilton, com menos de um segundo entre os dois. Na mesma volta, Hamilton parou nos boxes e colocou pneus macios, voltando em quinto. Vários pilotos foram aos boxes, mas Vettel seguiu na pista. Os ponteiros do grid não pararam. O alemão vinha voando, mas Hamilton já conseguia fazer render mais o carro. A sorte de Vettel foi que Hamilton estava chegando em Verstappen e assim diminuiria o ritmo. Perez passou Sainz e tirou um pedaço do bico do carro do espanhol da STR.

Massa foi mais um ponteiro a ir aos boxes, colocando pneus supermacios e apostando na durabilidade deles. O brasileiro voltou em sétimo. Com Hamilton atrás de Verstappen, Vettel, mesmo não tão rápido, conseguia ampliar a vantagem para o inglês e se mantinha na pista. Vettel foi para os pits na volta 23, colocou pneus macios e voltou na frente de Verstappen e Hamilton. Com problemas, Ericsson encostou o carro e abandonou a prova.


Raikkonen, que liderava a prova, foi também para os boxes na volta 27. O finlandês colocou pneus macios e voltou em quarto. Vettel seis segundos na frente de Hamilton e o inglês seis segundos na frente de Bottas. Com problemas, Ricciardo abandonou na volta 29, para tristeza dos australianos. Kvyat, com sua Toro Rosso, seguia em sexto lugar e sem realizar paradas no boxe. Bottas vinha mais rápido que Hamilton e a diferença caiu para cinco segundos entre os dois.

Na volta 35, Kvyat finalmente parou e voltou em oitavo. Vantagem de Hamilton caindo para quatro segundos, enquanto diferença para Vettel aumentava para 7.5. Volta 38 e 2.8 segundos entre Hamilton e Bottas. Mas era a mesma história, chegar é uma coisa, passar é outra. Stroll resolveu passear na volta 44, escapando na curva e cortando caminho pela brita e a grama. O carro não aguentou e o canadenses abandonou nos boxes.

Dois segundos entre Hamilton e Bottas e Verstappen também dois segundos atrás de Raikkonen pelo quarto posto. Kvyat passou Sainz em jogo da STR e já foi pra cima de Perez. Volta 47 e o top 5 seguia o mesmo, com Vettel, Hamilton, Rosberg, Raikkonen e Verstappen. Muito tráfego no caminho dos líderes e podendo ser benéfico para Bottas chegar mais no companheiro de time. Magnussen, que não fazia uma boa prova, abandonou na volta 51.

Alonso, que vinha milagrosamente em décimo, foi ultrapassado por Ocon e Hulkenberg de uma vez só. Apenas os seis primeiros do grid não haviam levado uma volta do líder Vettel. E apenas 14 carros seguiam vivos na prova. E Alonso não aguentou e abandonou também.

E vence Sebastian Vettel! Vitória de número 43 do alemão na carreira. Grande prova do alemão e primeira vez, desde o Japão em 2012, que a Ferrari lidera o mundial de pilotos. Primeira vitória da Ferrari desde Cingapura em 2015. Em segundo terminou Hamilton, terceiro Bottas, quarto Raikkonen, quinto Verstappen, sexto Massa, sétimo Perez, oitavo Sainz, nono Kvyat e décimo Ocon. 


Vettel regendo o hino italiano

A próxima etapa da Fórmula 1 é daqui duas semanas com o Grande Prêmio da China.

sábado, 25 de março de 2017

Transmissão Mundial Feminino de Curling



Canadá favorito para o título diante da Rússia - Foto: AP Photo/Mark Schiefelbein
Em Pequim, na China, está sendo realizado o Mundial Feminino de Curling. E, como ele está sendo transmitido abertamente na internet, você vai poder conferir aqui, nesse post, a disputa de terceiro lugar e a grande final entre Rússia e Canadá. Antes de chegarmos nos jogos finais, vamos com as campanhas de Canadá e Rússia, as finalistas da competição.

Canadá


O regulamento do Mundial é um tanto confuso, mas, na primeira rodada as canadenses encararam as donas da casa, as chinesas. Mas, a China ainda precisa comer muito gelo para chegar no nível das adversárias, que venceram fácil por 9 a 3. 
Na segunda rodada, jogo contra a Alemanha. A partida foi equilibrada até a metade, quando o placar marcava 3 a 2 para as canadenses. Mas, o Canadá marcou pontos em três ends seguidos e venceu por 6 a 2. 
Pela quarta rodada, Canadá e Rússia se enfrentaram. Foi um jogo disputadíssimo e decidido apenas em um end extra. As canadenses sempre estiveram na frente no placar, porém as russas buscavam o resultado de volta e chegaram a tirar uma desvantagem de três pontos. No décimo end, perdendo por 9 a 7, a Rússia buscou o empate e levou o jogo para um end extra. No end extra, o Canadá não bobeou e marcou, fechando o jogo em 10 a 9. 
Na sexta rodada, um clássico contra os Estados Unidos. E, pela primeira vez na competição, o Canadá saiu atrás no placar, No sexto end, a virada em 4 a 3, mas que teve reação americana no oitavo end, com virada para 5 a 4. No nono end, as canadenses brilharam e marcaram três pontos para tomar a dianteira e vencer por 7 a 5. 
Oitava rodada e as canadenses tiveram pela frente a Suíça. Na primeira metade do jogo, vantagem avassaladora de cinco pontos, 6 a 1. Mas, na parte final, o Canadá tirou um pouco o pé e fechou o jogo em 8 a 6. 
Na nona rodada, jogo bem pegado contra a Coréia do Sul. No sexto end, o placar era de 5 a 4 para as coreanas. Mas, no end seguinte, o Canadá marcou quatro pontos e abriu a vantagem que precisava para administrar o jogo como queria. As coreanas até tentaram, marcando mais três pontos em dois ends, mas perderam com um ponto salvador das canadenses, vencendo por 9 a 8. 
Na décima primeira rodada, o jogo seguia razoávelmente equilibrado, com o Canadá vencendo por 4 a 2. Mas, no sétimo end, as canadenses marcaram quatro pontos e ali fecharam a conta em 8 a 2 diante da Escócia. 
Décima terceira rodada e jogo morno contra a Suécia. Equipes marcando poucos pontos e placar fechando em 6 a 4 para as canadenses.
Na décima quarta rodada, outra vitória antecipada das canadenses. Contra a República Tcheca, um avassalador 9 a 3 e jogo acabando no oitavo end. 
Décima quinta rodada e o Canadá encarou a Itália. As italianas não ofereceram muito perigo, tanto que o Canadá chegou a abrir 5 a 2 e depois fechou em 8 a 5.
No jogo final da primeira fase, décima sexta rodada diante da Dinamarca. O jogo começou com um revezamento de pontos por end até o quinto, com 3 a 2 no placar para o Canadá. A Dinamarca fez dois pontos no end seguinte, virando o jogo, mas levou a virada rápida e letal com três pontos no oitavo end e dois no nono. Final 8 a 4. 

Nos playoffs, o Canadá, por ter melhor campanha, jogava por uma vitória para garantir a vaga na final. E a partida foi justamente contra a Rússia. A partida começou equilibrada e com as russas ficando na frente por 2 a 1. Mas, veio a virada canadense por 4 a 2, um terceiro ponto russo mas mais três pontos canadenses para fechar 7 a 3. Campanha perfeita do Canadá, que pode conquistar o título invicto de maneira inédita.

As estatísticas canadenses - Via World Curling Federation


Rússia

Já a Rússia precisou batalhar um pouco mais pela vaga na decisão. Na primeira fase, o time europeu começou diante da Coréia no segundo round. As russas até saíram atrás no placar, mas viraram e dali para frente administravam a vantagem, marcando pontos sempre que as coreanas reagiam. Final de jogo 9 a 6. 
Como já dito anteriormente, no quarto round derrota russa por 10 a 9 contra o Canadá em jogo disputadíssimo.
Na quinta rodada, a Rússia encarou a Escócia. E, desde o começo, as russas não estavam bem. Já perdiam por 8 a 1 no quarto end. Buscaram uma reação com quatro pontos seguidos, mas a Escócia tinha pontos de sobra para administrar e vencer por 10 a 7. 
Pela sexta rodada, a Rússia jogou diante da República Tcheca. Até o sexto end a partida estava equilibrada e empatada em 5 a 5, mas as russas marcaram quatro pontos em dois ends e fecharam com 9 a 7 no marcador.
Na sétima rodada, confronto diante da Suíça. E, mostrando ser uma equipe um pouco irregular, ao menos nessa primeira fase, a Rússia não foi bem contra as suíças. O jogo seguia bem até o sexto end, onde as russas perdiam por 6 a 5. Mas, no end seguinte, a Suíça fez impressionantes cinco pontos, que desandaram totalmente o jogo russo. No final, 12 a 7 Suíça.
Pela nona rodada, a Rússia encarou outra seleção europeia, a Alemanha. Elas começaram perdendo por 2 a 0, mas viraram para 4 a 2 e depois controlaram o jogo para vencer bem por 8 a 4. 
Contra a Itália a melhor atuação russa, um atropelo sem precedentes. A equipe abriu 10 a 0 em quatro ends e fechou o jogo no sexto end ganhando por 11 a 1. 
Décimo segundo round e as russas pegaram pela frente a Dinamarca. Jogo difícil, com a Dinamarca abrindo 5 a 3 no sexto end. A Rússia reagiu fortemente e marcou cinco pontos em dois ends, fechando o jogo em 8 a 6. 
Pela décima quarta rodada, o clássico da guerra fria contra os Estados Unidos. As russas chegaram a estar perdendo por 3 a 1, mas marcaram cinco pontos seguidos em dois ends e assim puderam controlar o jogo a seu favor. Final 8 a 6. 
Na décima sexta rodada, a Rússia jogava contra a Suécia e as duas seleções estavam empatadas em 3 a 3 no sétimo end. Quando o jogo parecia ter um fim dramático, a Rússia foi e fez quatro pontos no nono end para fechar o jogo em 7 a 3.
Fechando a primeira fase, décima sétima rodada diante da China. E até o sétimo end o jogo parecia tranquilo, com a Rússia ganhando por 5 a 1. A China reagiu e marcou três pontos, mas não teve força para empatar e levou mais um ponto no final. Placar 6 a 4 para a Rússia. 
No primeiro jogo do mata-mata, como a segunda classificada das quatro seleções a Rússia pegou o Canadá, de melhor campanha. E como relatado lá na campanha canadense, derrota russa por 7 a 3. Com a derrota, a Rússia esperou a seleção vencedora de Suécia e Escócia, que foi a Suécia. As russas abriram o placar e venciam por 3 a 1, quando as suecas empataram no quinto end. O jogo parecia caminhar para uma virada, mas a Rússia novamente mostrou poder de fogo e marcou seis pontos, três em cada end, para vencer no oitavo end por 9 a 3. 

Números russos - Via World Curling Federation
O jogo valendo o terceiro lugar do Mundial, entre Escócia e Suécia, será às 11 horas da noite, enquanto a grande final entre Rússia e Canadá será às quatro da manhã de domingo. Confira abaixo ao vivo:











F1 2017 - Classificação GP da Austrália




Primeira etapa da temporada 2017 da Fórmula 1 e muitas expectativas na Austrália. Todos queriam saber se a Mercedes manteria a hegemonia ou se os adversários realmente encostaram nas flechas prateadas.

Na qualificação, o Q1 foi tranquilo e os carros de ponta não se esforçaram para passar. Tanto que a Ferrari usou pneus supermacios ao invés dos ultramacios para se classificar e poupar compostos para o Q3. Mesmo sem estarem com 100% da capacidade, as Mercedes ficaram na frente, principalmente Lewis Hamilton, que sobrou. Ficaram de fora no Q1: Antonio Giovinazzi, Kevin Magnussen, Stoffel Vandoorne, Lance Stroll e Jolyon Palmer. Destaque para Giovinazzi, que substituiu Pascal Wehrlein, que alegou não ter condições físicas, ele sofreu um acidente na corrida dos campeões no começo do ano, e Lance Stroll, que com a Williams foi muito mal e ficou de fora. 

No Q2, os pilotos mostraram mais potencial e a Mercedes seguiu na ponta, seguida pelas Ferrari e Red Bull. Os pneus usados nessa parte para fazer a melhor volta foram os que as equipes utilizaram na primeira parte da corrida. Ficaram de fora no Q2: Sergio Perez, Nico Hulkenberg, Fernando Alonso, Esteban Ocon e Marcus Ericsson.

E na briga pela pole position, no Q3, a briga teve surpresas, mas não na pole position e sim pela batida de Daniel Ricciardo, que causou bandeira vermelha quando restavam oito minutos para o fim da sessão. Hamilton já havia feito o melhor tempo na primeira tentativa e na segunda melhorou o tempo para confirmar a ponta. Sebastian Vettel veio atrás e superando Valtteri Bottas, o terceiro na classificação. Em quarto terminou Kimi Raikkonen, quinto Max Verstappen, sexto Romain Grosjean, sétimo Felipe Massa, oitavo Carlos Sainz, nono Daniil Kvyat e décimo Daniel Ricciardo, o piloto da casa. 

Imagem: F1/Divulgação
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Sexta pole position de Lewis Hamilton na Austrália e pole position de número 62 na carreira do piloto, o piloto com mais poles entre o grid atual. Hamilton venceu duas vezes no circuito. Destaque também para as Toro Rosso, que passaram para o Q3 muito bem. Grosjean também mostra evolução da Haas, largando em sexto.

Foto: Getty Images

Expectativa de corrida mais emocionante que a classificação, até porque a Ferrari tem melhor ritmo de prova do que de classificação. Fica a expectativa de uma Red Bull também mostrando trabalho. Confira os melhores momentos da classificação em vídeo AQUI.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Podcast Nerd Esporte #16 - Documentários Esportivos





Podcast Nerd Esporte no ar! E para falar sobre alguns documentários esportivos escolhidos, João e Arthur recebem o glorioso Moreno. Nesse podcast, saiba como um ídolo se transformou em um vilão, conheça o documentário com o nome mais heróico no Brasil, saiba mais sobre a luta do século XX, o documentário dos documentários das Copas e como uma luta entre lutadores das mais variadas artes marciais, com muito sangue e dentes voadores, resultou no organizado UFC.



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